O Ser como Existencia, Conhecimento e Bem Aventurança Absolutas
O Ser como Existencia, Conhecimento e Bem Aventurança Absolutas
O poder velador de Maya se torna cada vez mais e mais denso à medida que descemos através dos planos iinferiores da existencia (animal, vegetal, mineral). No reino mineral, o véu de Maya encontra-se em seu estado mais espesso, o estado da consciência mais baixo. A luz (Ser ou Deus) brilha igualmente em todos os seres, mas se encontra escondido em maior ou menor medida dependendo de cada reino em particular.
“O conhecimento do ser é o único meio direto da libertação.”
Atma Bodha, por Shankaracharya
Todos buscam felicidades. Nenhuma experiência ou objeto trará a completa satisfação e finalizará a busca daquilo que desejamos.
Uma historia
Dez pessoas foram a uma peregrinação. Chegaram a um rio que estava cheio, sem um barco disponível para atravessá-lo. Então decidiram atravessá-lo nadando. O líder chegou primeiro a margem oposta e começou a contar o seu grupo à medida que iam saindo do rio. Ele contou e voltou a contar, mas encontrou somente nove pessoas. Desencorajado, pediu a cada um dos peregrinos que contassem também. O resultado era sempre o mesmo, só nove haviam chegado. Todos se sentaram e começaram a chorar pelo amigo perdido. Então, veio outro peregrino e perguntou a razão de tal lamento. Contaram-lhe sua triste historia. O peregrino rapidamente percebeu qual era o problema e lhes informou sobre ele: “cada um de vocês contou aos outros membros do grupo, esquecendo de incluir-se também.”
Assim como os tolos peregrinos, nós buscamos a felicidade por toda parte (riqueza, fama, poder, etc.) e lamentamos que “algo nos falta”. Esse algo é o “conhecimento do Ser”.
Outra historia
O cervo almíscar tem uma glândula em seu umbigo que segrega um poderoso aroma. O aroma é tão intenso que o cervo corre para todos os lados para encontrar a fonte desse aroma sem se dar conta de que ele próprio é a fonte. Ele gasta todo o seu tempo e energia na tentativa de encontrar o tal aroma.
A realidade é o “Eu”, o ser, o Um, que é pura consciência, a testemunha dos três estados: vigília, sono e sono profundo.
Assim como não vemos o barro separado da panela de barro, sabendo que está com a forma de argila, também não vemos nossa condição de ser individual quando conhecemos o Absoluto. “Panela” é um nome do barro assim como o “individuo” é um nome do Supremo.
“Eu sou bem aventurança” não é uma condição temporária ou emprestada. É, na verdade, a natureza do Ser e não pode ser dissociada dele. A panela só existe pelo barro assim como a vida só existe por Brahman.
Qualquer limitação do Ser é uma ilusão. O Ser, ou Deus, é real, é onipresente. Onde está então a possibilidade de que exista algo que poderia limitá-lo?
“Só Brahman é real
O Universo é irreal
A alma individual é Brahman.”
Shankaracharya


Para mim meu gurubhai