BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 6 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 6

O Yoga da meditação

Pela execução da sua tarefa, sem expectativa dos frutos, você se torna um yogi. Pela renúncia de todos os pensamentos mundanos, pela constante lembrança de Deus, através do estudo das escrituras, japa, kirtan e meditação, torna-se um sannyasi. Quando alguém controla o mais baixo eu pelo mais alto Eu, a mente, os sentidos e o corpo são controlados.

O Eu torna-se um amigo; de outra maneira, esse mesmo Eu se tornará seu inimigo. Ele, que controla seu corpo, mente e sentidos,  pode permanecer calmo no prazer e na dor, no quente e no frio, na honra e na desonra. O perfeiro yogi ou santo vê Deus em tudo.

Depois de descrever o pré-requisito para dhyana yoga, Krishna explica o método da prática.

Ele deverá cobrir seu assento com grama kusha, depois com pele de carneiro e um pano em um lugar recluso e limpo. Ocupando esse assento em uma posição confortável, mantendo ereto seu corpo, cabeça e pescoço, ele precisa fazer com que a mente focalize um ponto pela concentração entre as sobrancelhas. Controlando os pensamentos e sentidos, ele precisa praticar a meditação para a purificação da alma. Assim ele alcança a paz suprema ou libertação.

O aspirante deve adotar o caminho do meio nas atividades diárias, isto é, dieta sattvica, moderação no sono e nas horas de acordar, asanas, pranayama, satsang, swadyaya, etc. A mente precisa descansar em Deus, como uma lamparina que se encontra em um lugar sem vento. Quando a mente está controlada pela prática da meditação, realiza o Eu interior. Quando a mente experimenta tal bem-aventurança, o yogi sentirá que não há nada a mais nesses três mundos que valha possuir e não será perturbado, por mais amargo que seja o pesar do mundo.

Sadhana é um processo que dura uma vida. A todo momento, deve-se pensar em Deus. Sempre que a mente, devido ao seu hábito, desgarra-se do objeto da meditação, deve se esforçar e fixar-se de novo naquele objeto. Pela prática constante, o mediador e o objeto da meditação tornam-se Um, e, então, o praticante desfrutará da bem-aventurança suprema. O yogi com a mente harmonizada verá o Eu em todos os seres e todos os seres no Eu. O yogi ou o santo perfeito agirá como um instrumento nas mãos de Deus.

Arjuna pergunta o que acontece para a pessoa que não tem êxito no Yoga. Ela será privada de ambas, realização em Deus e desfrute do paraíso? Krishna diz que o praticante que cai do caminho do Yoga nascerá em uma família piedosa e saudável, ou de yogis, e outra vez se empenhará em seguir o caminho da libertação.

Krishna diz que aquela pessoa que é devotada a Ele é o melhor entre os yogis, e pede a Arjuna para se tornar esse tipo de yogi.

Comentário

O Capítulo 6 ensina que a meditação é o meio para tingir a consciência de Deus, o propósito de todos os Yogas. Quando a mente é direcionada a Deus, com um entendimento compreensivo, nossa percepção, atitude e desejos pelo mundo mudam automaticamente. “Os objetos dos sentidos afastam-se dele que está sóbrio, mas o gosto dos objetos persiste. Mantendo-se no Supremo, mesmo esse gosto cessa”. Assim, pela experiência da consciência de Deus através da meditação contínua, percebe-se a unidade na diversidade e todos os desejos se findam.

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