Parsvanatha

PARSVANATHA

SRI SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
SWAMI KRISHNAPRIYANANDA SARASWATI
SOCIEDADE INTERNACIONAL GITA DO BRASIL


Parsvanatha
Parsva é respeitado como sendo uma encarnação de Indra. Ele foi o filho do rei Visvasena de Kashi, um descendente da família Ikshvaku, da rainha Bama Devi, filha do rei Mahipala. Ele foi o vigésimo terceiro Tirthankara. Ele nasceu no décimo sétimo dia da luz escura, no mês de Pousha, no ano de 871 a.n.e.

Parvanatha iniciou a prática das doze promessas de um chefe-de-família quando ele tinha apenas oito anos de idade.

O Príncipe Parsva tinha dezesseis anos quando ocupou o trono. Seu pai Visvasena disse: “Meu filho, com o objetivo de dar continuidade da celebração da nossa dinastia real, você deve casar-se agora. Como era desejo do Raja Nabhi, Rishbha tinha que casar”.

Parsvanatha ficou muito assustado quando ouviu estas palavras de seu pai. Ele disse: “Meu tempo de vida não será tão longo quanto o de Rishabha. Eu viverei apenas uns poucos anos. Eu já vivi dezesseis anos em brincadeiras infantis. Eu devo ser ordenado no meu trigésimo ano. Devo eu ter uma vida de casado por tão pouco período de tempo, na esperança de conseguir prazeres, os quais, após tudo, são apenas imperfeitos, ilusórios e passageiros?”

O coração de Parsvanatha estava repleto de espírito de renúncia. Ele refletiu dentro de si mesmo:

“Por longos, longos anos, eu desfrutei o status de Indra, e mesmo assim o desejo por prazeres não diminuiu. O desfrute dos prazeres apenas aumenta o desejo por prazeres, assim como a adição de combustível aumenta a força do fogo. Os prazeres na hora do desfrute são agradáveis, mas suas conseqüências são certamente desastrosas”.
“A alma experimenta infindável sofrimento de nascimentos, velhice, etc., por causa do seus apegos com os objetos mundanos. Para satisfazer o desejo dos sentidos, as pessoas vagueiam no reino da dor. Então, para ter gratificação sensorial, elas não respeitam as injunções morais, cometendo vícios depravados. Elas matam as entidades vivas, como os animais, para desfrutar dos prazeres da língua. A luxúria é a raiz do roubo, bem como do orgulho, adultério, e de todos os vícios e crimes”.
“Como conseqüência destes atos pecaminosos, a alma é forçada a migrar de nascimento em nascimento no reino de animais inferiores, etc., e a ser atormentada no inferno. Assim a luxúria por prazeres deve ser severamente evitada. Assim eu passei a minha vida. Eu não vou mais gastar tempo em propósitos vãos dos prazeres, eu serei uma pessoa séria a praticar a reta conduta”.

O Príncipe Parsva teve doze Anupreksha ou meditações. Ele resolveu abandonar a vida mundana. Ele deixou seus pais e a sua casa. Ele retirou-se para o interior da floresta. Ele ficou absolutamente nu. Ele direcionou-se para o norte, e curvou-se para a grande libertação. Ele tirou corajosamente cinco tufos de cabelos da sua própria cabeça e tornou-se um monge.

Parsva praticou jejum. Ele observou com extremo cuidado as vinte e oito regras primárias, e noventa e quatro regras secundárias da ordem dos monges. Ele estava sempre mergulhado em profunda meditação. Ele alcançou a onisciencia pura. Ela alcançou a liberação final na montanha Sammeda, a qual hoje é conhecida como Montanha Parscanatha.

Parsvanatha pregou em Kashi, Kosi, Kosala, Panchala, Maharashtra, Magadha, Avanti, Malava, Anga e Vanga. Muitos se juntaram à fé Jainista. Parsvanatha dispendeu setenta anos em pregação.

Mahavira modificou e ampliou o que de fato havia sido ensinado por Parsvanatha. Ele não pregou nada que fosse absolutamente novo.

Parsvanatha viveu por cem anos. Ele abandonou a sua casa quando ele tinha a díade de 30 anos. Ele deixou a sua casa no ano de 842 a.n.e., e atingiu o Nirvana em 772 a.n.e.

Glória a Parsvanatha, o vigésimo terceiro Tirthankara!

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