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BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 18 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 18

O Yoga da Liberação pela Renúncia

A Bhagavad Gita apresenta uma arte de viver, juntamente com um guia compreensivo de como ser, como pensar e como agir em todas as circunstâncias e estágios de desenvolvimento.

Krishna ensina Arjuna sobre Karma Yoga, Sankhya Yoga, Bhakti Yoga e Jñana Yoga, junto com as disciplinas a serem adotadas. É esse conjunto de sabedorias práticas que faz a Bhagavad Gita imortal.

O décimo oitavo discurso é, de muitas maneiras, um resumo das partes preliminares. Ele recobre uma série de pontos importantes tratados nos discursos anteriores. Aqui, você observa o efeito fundamental do discurso de Krishna para Arjuna. O drama do completo desânimo e do colapso de Arjuna é finalmente resolvido com alto controle, força e determinação. Sua mensagem central emerge como uma certeza que na prática das tarefas e através dessas práticas, você pode qualificar-se à liberação mais alta, se você praticar ações de renúncia ao egoísmo e se render a todos os desejos para ganho pessoal.

Respeitando a prática das obrigações como adoração a Deus, você obterá a graça do Senhor e alcançará o eterno. Por isso este discurso abre com a questão feita por Arjuna, perguntando qual é a sannyasa e a tyaga (renúncia) verdadeiras. Em resposta a essa importante e crucial pergunta, Krishna deixa claro que a verdadeira sannyasa se sustenta na renúncia das ações egoístas e impuras, e ainda mais na renúncia do desejo e da ganância para a obtenção de frutos através de uma ação.

Ações desinteressadas e virtuosas e ações que conduzam ao bem-estar de outros não devem ser abandonadas. Você deve se envolver na prática de tais ações, renunciando o apego e a ganância. A renúncia verdadeira e adequada é a desistência do egoísmo e apego, enquanto pratica suas legítimas obrigações: isto se chama tyaga sattvico.

Uma pessoa não deve odiar uma ação desagradável nem se apegar a ações prazerosas. Karma não se acumula nem se prende a alguém que se proponha a essa renúncia interna.

A vontade divina é que Deus seja o objeto único de sua vida. Esse é o coração dos princípios da Bhagavad Gita. Esta é a mensagem central nos seus ensinamentos.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 17 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 17

O Yoga da Diferença entre os Três Tipos de Fé

Krishna classifica a fé em três tipos: boas pessoas que são os devotos a Deus (fé sattvica), as pessoas apaixonadas que são devotas aos semi-deuses e aos demônios (fé rajasica) e as de fé tamasica são devotas aos fantasmas e aos espíritos da morte.

Aqueles que fazem terríveis austeridades, não agindo como ordenam as escrituras, sem renunciar à luxúria, à cobiça e à raiva, torturando o corpo em nome da penitência, são pessoas com fé rajasica. Valorizam a corpo e não mostram um correto respeito ao Espírito Absoluto e permanente. Ações, sacrifícios, caridade, valores, incluindo a comida, também são divididas entre sattvicas, rajasicas e tamasicas.

Sacrifícios feitos de acordo com as escrituras prescritas, sem expectativas em relação ao resultado, são sattvicos. Sacrifícios feitos com expectativa são rajasicos. Sacrifícios feitos sem respeito às escrituras prescritas, onde comida e presentes não são divididos e ações são executadas com o objetivo de nome e fama, são tamasicos.

Discursos verdadeiros, prazerosos e benéficos; o estudo das escrituras e a repetição do Nome Divino, gentileza, silêncio, auto-controle e pureza de atitude são austeridades sattvicas da mente.

Austeridade praticada com o objetivo de ganhar algo, com o ser atormentado, ou ações que causam injustiças aos outros, é tamasica. Caridade sem expectativa de retorno, sentindo que dar é um dos deveres, no lugar e tempo apropriados para alguém que é merecedor, é sattvica. Se a caridade feita estiver presa ao objetivo de receber alguma coisa em troca, ou se fere quando é dada, é rajasica. Caridade dada no lugar errado, na hora errada, para alguém que não é merecedor, sem respeito, ou com insulto, é tamasica.

Para fazer um sacrifício, austeridade e caridade com compaixão, sentindo a presença de Deus,  seja sattvico. É melhor fazer essas ações proferindo “Om Tat Sat”. Om é o melhor símbolo de Deus. Tat dá o sentimento de que tudo pertence a Deus, remove  os sentimentos de “eu” e “meu”.  Sat representa o caráter essencial de Deus, remove os sentimentos egoístas do agente e torna possível a realização em Deus.

Comentário

O capítulo 17 ensina que todas as ações (mentais e físicas) devem ser feitas com uma mente discriminativa, tendo a fé como o bem absoluto.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 16 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 16

O Yoga da Divisão entre o Divino e o Demoníaco

Através do uso correto do próprio intelecto, o ser pode tornar-se divino. Pessoas inteligentes, sensatas, sabem que o Senhor é o Ser Absoluto (Purushottama): seja devoto a Ele com todo o seu coração. O ignorante, devido ao desejo, abraça a natureza demoníaca, tenta procurar a alegria nos objetos do mundo e esquece a presença do Senhor.

A pessoa inclinada no caminho da liberação deve ter qualidades divinas como não ter medo, ser puro, ter uma mente calma, ser caridoso, ter controle sobre os sentidos, determinação, ser inofensivo, verdadeiro, ter ausência de raiva, mesmo quando provocado, ser um renunciante, pacífico, ter compaixão, não cobiçar, ser gentil, modesto, vigoroso, forte, etc.Através dessas qualidades divinas, pode-se seguramente chegar à liberdade eterna e à felicidade absoluta.

Pessoas com natureza demoníaca têm qualidades como hipocrisia, arrogância, orgulho, raiva, desarmonia e ignorância. Em último caso, as qualidades demoníacas levam ao apego e ao sofrimento. Esses ignorantes, sem a capacidade discriminativa, acreditam que o universo não tem verdade nem sentido. Essas pessoas, com pequeno entendimento e questões intensas, sentem um desejo insaciável por nome, fama e poder, com hipocrisia, orgulho e arrogância, trabalhando com resoluções impuras. Esperam preencher seus desejos acumulando riquezas. Eles se tornam escravos da luxúria e da raiva. Intoxicados com a riqueza e a honra, cheios de orgulho e arrogância, fazem sacrifícios por nome e fama, contrariando a ordem espiritual.

Devido ao egoísmo, poder, orgulho, cobiça e raiva, essas pessoas maliciosas odeiam o Deus que permanece neles, da mesma maneira que permanece nos outros. Devem renunciar às três qualidades demoníacas – luxúria, raiva e cobiça – que conduzem ao interno e, escrupulosamente, seguir o caminho dos sábios e santos, mantendo as escrituras como um guia.

Comentário

O capítulo 16 ensina que devemos analisar e encontrar traços indesejáveis em nosso caráter; retificá-los através da discriminação e introspecção. Para isso, deve-se ser verdadeiro com o próprio ser e testemunha da mente. Então, sozinho, pode-se saber se os pensamentos e as ações farão bem ao próprio ser. As forças positivas e negativas referidas neste capítulo não são boas ou más no sentido comum, e sim numa concepção mais filosófica. O princípio metafísico mais remoto dos pares dos opostos é confrontado e resolvido sempre. O conflito entre o positivo e o negativo é superado quando a fé entra em jogo.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 15 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 15

O Yoga do Espírito Absoluto

Krishna compara a criação com a árvore de peepul, com as raízes fixas no Senhor Supremo; o caule representa Brahma (o criador do Universo) e as folhas, os Vedas.

A árvore é alimentada pelos três gunas; os objetos dos sentidos são os galhos. Esta árvore dos apegos (consciência do corpo ou individualidade) pode ser cortada pela espada do desapego.

Krishna descreve o nascimento de uma alma individual no mundo mortal. Uma fração do Ser Supremo se torna uma alma viva (jivatma), que atrai para ele mesmo a mente e os cinco sentidos e descansa no corpo. Depois de satisfeitos alguns desejos particulares, deixe esse corpo, carregando consigo a mente e os sentidos. A alma individual, permanecendo no corpo, se diverte com os objetos do mundo através dos sentidos.

O ignorante, devido à falta de conhecimento, se identifica com o corpo, e experimenta o prazer e a dor. O sensato se coloca como testemunha em todas as atividades.

O Senhor sozinho fez o sol, a lua, as estrelas e o fogo para brilhar com a luz. Ele suporta todos os seres, permeando a terra com Sua energia. O Senhor permanece no coração de todos e dEle vem a memória e o conhecimento, também a Sua ausência. Ele é o Ser Absoluto que provê os três mundos e os sustenta. Ele transcende a deterioração e está acima do não-perecível; portanto, Ele é chamado nos Vedas de Purushottama.

Krishna descreve toda sua onipresente existência no mundo, e também pergunta a Arjuna a respeito da humanidade inteira se tornar sensata, sabendo este segredo e alcançando a meta da vida humana: a realização em Deus.

Comentário

O capítulo 15 descreve como Deus existe em todos os nomes e formas, nos dois tipos de objetos do universo; móveis e imóveis. Todos os planetas, incluindo o sol, a lua e as estrelas, movem-se e brilham com uma fração de Sua energia. Ela é a consciência do ser humano no seu corpo físico, mental, psíquico e nos outros níveis. A pessoa que entende esse conhecimento secreto e absoluto torna-se sensata; todas as suas dúvidas e sofrimentos acabam espontaneamente.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 14 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 14

O Yoga da Divisão dos Três Gunas

Sattva (pureza), rajas (paixão) e tamas (inércia) são as três qualidades da natureza que amarram a alma ao corpo. Sattva está associada com a alegria e o conhecimento. Rajas nasce da avareza e do apego. Tamas nasce da ignorância e ilude através do desenvolvimento de qualidades como negligência, indolência e sono.

Aquele que encontra a morte durante uma predominância de sattva, obtém o imaculado paraíso com pessoas de atitudes nobres. Aquele que morre com predominância de rajas retorna ao nascimento entre pessoas apegadas às ações. Aqueles que morrem com a predominância de tamas renascem no ventre de seres brutos (semelhantes às pessoas estúpidas, insetos e bestas).

Através da discriminação, pode-se estabelecer-se em sattva, rejeitando rajas e tamas. Deve-se procurar serviço desinteressado, servir, participar de satsang, fazer swadhyaya, japa e meditação. Eventualmente deve-se descartar sattva através de um único pensamento devocional em Deus.

Quando a alma incorporada vai além dos três gunas, estará livre do nascimento, da morte, da velhice e da dor, e alcançará a imortalidade. A pessoa que serve a Deus com irrestrita devoção vai além dos gunas e se torna uno com Ele, tal como os santos liberados, que não odeiam os nascimentos ativados por sattva, rajas ou tamas.

Tendo estabelecido uma identidade com Deus, sente-se como uma testemunha, sabendo que os três gunas movem-se somente entre si.

Convida todos os semelhantes, tanto os amigos quanto os inimigos, pedra ou ouro, a honra ou a desonra, e renuncia os sentidos que o levam à ação e atua como um instrumento nas mãos do Onipotente, e estará pronto pra alcançar a consciência de Deus.

Comentário

O capítulo 14 ensina o caráter essencial dos três gunas e como escapar das suas garras. Através de uma devoção total, meditação e serviço desinteressado, pode se tornar um Gunatita e transcender as qualidades da natureza. O Senhor sempre explica as características daqueles que experimentam a consciência suprema e a técnica para se tornar uno com a consciência suprema.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 13 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 13

O Yoga da Disntinção entre o Campo e o Conhecimento do Campo

Krishna explica Karma Yoga nos seis primeiros capítulos e Bhakti Yoga do sétimo até o décimo segundo capítulos. Ele dá os detalhes de Jñana Yoga. Esta contém os ensinamentos mais filosóficos, entrando numa nova discussão que é ao mesmo tempo prática e profundamente metafísica.

Os primeiros seis capítulos contêm os ensinamentos que pertencem a alma do indivíduo e a relação desta com Deus. Nos seis capítulos seguintes – o caminho para a perfeição – é vista a união de Jiva (consciência individual) com Ishwara (consciência universal). A harmonia entre o primeiro grupo e o segundo grupo é discutida nos últimos seis capítulos. Através de uma inesperada mudança de ênfase, Krishna introduz o ensinamento que é diretamente pertinente à natureza individual e suprema.

Krishna fala da relação entre três áreas: do conhecedor, do conhecimento e do conhecido, que é a realidade imediata que nos é apresentada pelos sentidos. O corpo é o campo onde o prazer e a dor são experimentados (corpo físico, corpo mental e corpo causal). Aquele que contempla o corpo distinto dEle mesmo é testemunha do silêncio. Isso é chamado de “suprema sabedoria”.

Santos têm declarado que os cinco elementos brutos, o ego, o intelecto, os dez órgãos de percepção e ação, a mente, os cinco sentidos, o desejo, o ódio, o prazer, a dor, o corpo físico e a consciência individual são modificações do campo.

Brhaman, o Supremo (Purusha), não tem começo, é desapegado, sustentador de tudo e é livre dos três gunas. Existe dentro e além de todas as criaturas vivas e é demasiado sutil para se tornar conhecido. Todas as qualidades nasceram de prakriti (natureza). O corpo e os sentidos foram produzidos por prakriti. As experiências do prazer e da dor são causadas pela identificação de purusha (alma individual – jiva) com prakriti.

Apego às qualidades da natureza causa o nascimento. O espírito que habita o corpo é o mesmo que o espírito supremo, a testemunha de tudo. Aquele que sabe desse segredo não nascerá de novo.

Existem diversas maneiras de se alcançar o conhecimento do “eu”. Alguns, através da meditação profunda, observam o “eu” supremo colocando conscientemente um fim às funções da mente e do intelecto. Outros se tornam testemunhas, observadores das funções do corpo, dos sentidos, da mente e do intelecto, com o entendimento de que tudo isso é produto de prakriti. Outros executam suas tarefas com o espírito desapegado. Mesmo aqueles que não estão conscientes, ou que não têm conhecimento desses métodos, mas agem e adoram com devoção, encaminham-se para a vida divina, sendo boas pessoas e fazendo o bem para os outros, estes também alcançarão o Supremo.

Qualquer coisa que existe foi criada a partir da união de purusha e prakriti (espírito e matéria). O conhecimento da verdade percebe a consciência divina existindo igualmente em tudo que existe. Este “eu” nunca perece quando outros perecem.

Tal devoto nunca prejudica outro, sabe que o seu Ser é proveniente de suas ações. Consequentemente, quando se percebe que os muitos estados do ser são centrados no Uno, este alcança Brahman e se funde com a consciência suprema. Da mesma forma que o éter impregna a terra, a água, o fogo e o ar, este não é afetado nas suas qualidades; o mesmo acontece com o “Eu” (purusha) que habita o corpo (prakriti) que não é afetado nas suas qualidades. Da mesma maneira que um sol ilumina todo o universo, Atman ilumina todos os campos. Aqueles que perceberem a diferença entre o campo e o conhecedor do campo alcançarão o ser supremo.

Comentário

O capítulo 13 exalta os benefícios do ser tornar-se uma testemunha, com um entendimento discriminativo de que tudo no universo é um produto de prakriti (natureza). Não se deve contaminar a natureza real (consciência) com os produtos de prakriti, como a água da chuva que, após cair e se misturar com a terra, vira lama.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 12 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 12

O Yoga da Devoção

O Senhor disse que os devotos que O adoram na forma manifesta ou na forma não-manifesta, estes O alcançarão. A devoção naquele que não pode ser definido, no não-manifesto, é difícil; porém, o resultado é alcançado com mais rapidez. Os devotos de nirguna Brahman (não-manifesto, sem forma) desde o início não devem se identificar nem com seu próprio corpo.

O conhecimento em Brahman é melhor do que a meditação; a meditação é melhor que o conhecimento teórico, renunciar aos desejos é melhor que a meditação. Na meditação, existe um único ponto contínuo de pensamento no Supremo. Através da renúncia dos desejos, pode-se chegar à paz suprema (Consciência Universal).

Krishna descreve a marca dos devotos que possuem essa mente em paz e aqueles que alcançaram a realização em Deus. Aquele que não odeia nenhuma criatura, aquele que é amigo e tem compaixão para com todos, aquele que é livre dos apegos e egoísmos, equilibrado no prazer e na dor, sempre contente, que é regular na prática da meditação, com autodomínio, com a mente e o intelecto dedicados em Deus.

Aquele para quem o mundo não é agitado e aquele que não será agitado pelo mundo, aquele que é livre do divertimento, inveja, medo e ansiedade. Aquele que se elevou acima das distrações, aquele que abriu mão de todas as iniciativas através das ações é amado por Deus. Para aquele que lhe parece igual, o amigo e o inimigo, o bom e o mau, a honra e a desonra, o calor e o frio, e outras experiências contrárias, e aquele que tem total devoção em Deus, é o amado de Deus.

Krishna descreve a pessoa que permanece na consciência de Deus e sugere a humanidade servir com fé o imortal dharma com o qual os santos alcançaram a meta suprema.

Comentário

O capítulo 12 ensina a humanidade a seguir o Dharma imortal que levará o ser para perto de Deus. Quando a pessoa está estimulada pelas forças negativas (adharma) ela será conduzida para o sofrimento. Se elas seguirem o dharma, o fluxo da vida será mantido em harmonia e uma imensa alegria será obtida, tanto na área material quanto na área espiritual. A visão de Deus vem primeiro como um vislumbre que vem e vai, como veio para Arjuna nos primeiros capítulos. No decorrer do tempo, se tornará uma experiência perpétua, categoricamente a prática prescrita pode se chamar “Os quatro tipos de esforço espiritual – Jñana, Yoga, Bhakti e Karma”. Através do Yoga integral, a visão é perpétua, o ser se torna um bhakta real, como é descrito neste capítulo.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 11 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 11

O Yoga da Visão Cósmica

Arjuna expressa seu desejo de ter a Visão Cósmica. Krishna concorda em conceder o pedido ao seu amado e verdadeiro devoto.

Arjuna vê todo o universo dentro da Forma Absoluta; mostrado em todos os lugares, com milhões de membros e estômagos, com várias bocas, usando guirlandas, ornamentos, carregando armas, etc.

Nas formas do sol e da lua – seus principais olhos – brilha como se tivesse milhares de sóis no céu. Buscando a Forma Divina, a devoção de Arjuna é reverenciada. Ele também vê a natureza terrível desta forma: os Kauravas e todos que estão reunidos lá, incluindo Bhisma, Drona e Karna, entrando na Sua boca em chamas como os rios que correm em direção ao oceano. Uma vareta entre Seus dentes, sendo esmigalhada até o pó.

Da mesma maneira que as mariposas correm em direção ao fogo que queima para sua destruição, esse guerreiros correm para a boca ardente dEle para lá perecer.

Arjuna, trêmulo, prostra-se diante de Krishna, com as palmas das mãos unidas e se dirige a Ele com uma voz estrangulada: “Seus devotos se alegram no mundo ao cantar os Seus nomes, atributos e glórias, ao passo que suas mentes demoníacas fogem para todas as direções com medo”.

Arjuna realiza que o que está vendo nunca viu antes, embora, mesmo com alegria, ele também sinta medo. Ele pede para ver Krishna mais uma vez na sua forma humana, dizendo: “Eu não tenho nem força nem coragem para sustentar a sua visão cósmica (Visvarupa)”.

Comentário

O capítulo 11 descreve a Visão Cósmica de Deus por Arjuna, que não é percebida através dos olhos do corpo físico. Para alguém que percebeu a Forma Cósmica antes de a mente estar completamente purificada, este provavelmente teve uma comoção tremenda. Não é possível percebê-lO apenas através do estudo das escrituras, ou através das austeridades, caridades, nem tampouco pelos sacrifícios. Ele pode ser conhecido somente através da mente focada na devoção, sem outro propósito. Aqui, novamente, o Senhor enfatiza que a prática da meditação com fé e devoção é o único meio para alcançar a realização em Deus, sendo a maneira mais simples e mais fácil,e pode ser alcançada por qualquer um, em qualquer momento da vida.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 10 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 10

O Yoga das Glórias Divinas

Conhecendo o desejo de Arjuna de ouvir os atributos mais secretos,  glória e verdade do Senhor Supremo, Krishna conta a Arjuna que nem os Deuses nem os sábios sabem Sua origem porque Ele é a fonte de tudo.

Ele que sabe que não nasceu, não tem início e é o Senhor Supremo do universo, está livre do engano e de todo pecado. Só dEle provêm todas as diferentes qualidades dos seres, entendimento, sabedoria, falta de ilusão, paciência, veracidade, auto-controle, calma, felicidade, dor, nascimento, morte, medo e falta de medo.

Aquele que conhece de verdade as múltiplas manifestações e poderes sobrenaturais do Senhor, sem dúvidas, chega a se estabelecer em Yoga. Os sábios O adoram com devoção e se entregam a Ele, meditam nEle e se regojizam nEle; alcançam o Yoga da discriminação.

Ele destrói a obscuridade da sua ignorância fazendo brilhar a luz da sabedoria. Arjuna pede a Krishna que descreva Suas glórias divinas.

Comentário

No capítulo 10, Krishna descreve Suas glórias. Ele explica a técnica para meditar, como se pode trazer a mente dos níveis de consciência mais grosseiros aos mais sutis de maneira a alcançar a consciência pura. A mente é sempre extrovertida e depende da percepção sensorial. Quando a pessoa está convencida, a mente começará a perceber, mesmo que nos níveis mais grosseiros  de percepção sensorial, a essência do objeto, como, por exemplo, a consciência, que é sua própria natureza essencial. A consciência interior começa a perceber a consciência exterior sem nenhum esforço ou obstáculo. Assim se pode experimentar a consciência divina.

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 9 – Resumo

BHAGAVAD GITA – CAPÍTULO 9

O Yoga da Ciência Real e do Segredo Real

Observando Arjuna ser dotado de fé, livre da natureza de buscar culpa e qualificado para receber o sagrado conhecimento divino, Krishna revelará o conhecimento e o segredo soberanos, conhecidos pela experiência direta. Esse conhecimento é imperecível, conhecimento pelo qual o tornará livre da maldade da existência mundana. Devido a falta de fé nesse conhecimento, as pessoas falham em alcançar a Deus e experimentam o sofrimento.

Krishna diz que todos os seres são impregnados por Ele. Por mais que Ele seja o criador, preservador e destruidor do mundo, Ele permanece como uma testemunha, indiferente e desapegado desse processo. Os ignorantes, aqueles que não têm idéia de Deus, lembram dEle como um ser mortal. Eles não vêem Deus no universo e não tem conhecimento do Eu que se encontra em tudo. Eles não vêem a unidade na diversidade. Eles correm atrás dos objetos transitórios e perdem o eterno. Eles não têm discriminação e nem entendimento correto. O conhecedor da Verdade sente a unidade em tudo. Eles adoram-nO com o sábio sacrifício.

Krishna explica sua identidade com o universo. Ele é o pai e mãe do mundo, o dispersador dos frutos da ação, a única coisa para ser conhecida, a sílaba OM. Ele é a erva medicinal e todas as plantas. Ele é o adorador e o adorado. Ele é o ser e o não ser, a imortalidade, assim como a morte.

Aos devotos que constantemente pensam e amam só a Ele, sem quaisquer desejos, Deus lhes dá a segurança completa e atende pessoalmente às suas necessidades. Deus não se interessa pelo artigo oferecido pelo devoto; Ele observa somente sua motivação e devoção. Até os mais vis pecadores, se eles O adoram com devoção, serão considerados como justos, pois eles decidiram corretamente.

Comentário

O capítulo 9 ensina que cada ação deve ser feita como uma oferenda para o Senhor. Todas as ações se tornam um símbolo de devoção. Deus não precisa de objetos do mundo. Todo o mundo existe nEle, mas Ele não reside neles. As ondas são o oceano, mas não pode ser dito que o oceano está nas ondas. Neste discurso, Krishna revela o segredo que nada pode existir sem Ele. Ele é ambos, a realidade manifestada e não manifestada do universo. Aqueles que estão conscientes desse segredo da realidade e existência, em todos os estados e etapas da vida, realmente chegarão a Ele.

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