Arquivo da Categoria ‘Raja Yoga’

RAJA YOGA 7 – Ashtanga-Yoga

RAJA YOGA – Ashtanga-Yoga

SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA

7. Ashtanga-Yoga

O Raja Yoga de Patañjali é geralmente chamado de Ashtanga-Yoga, ou o Yoga de oito partes; por intermédio de sua prática, alcança-se a liberdade. Estas oito partes são:

1. Yama ou Juramente eterno:
Ahimsa (não violência)
Satya (verdade)
Asteya (não roubar)
Brahmacharya (continência; celibato) e
Aparigraha (desapego);

2. Niyama ou Observâncias:
Saucha (pureza)
Santosha (contentamento)
Tapas (austeidades)
Svadhyaya (estudo) e
Ishvarapranidhana (rendição a Deus);

3. Asana (firme, e confortável posição meditativa);

4. Pranayama (regulação da força vital Prana pela respiração);

5. Pratyahara (abstração dos sentidos e da mente);

6. Dharana (concentração);

7. Dhyana (meditação); e

8. Samadhi (estado de superconsciência, ou transe).

Essas oito partes foram cientificamente arranjadas e tratadas por Patañjali. Elas são os passos naturais na escada pela qual um homem obtém, da sua natureza humana, a real natureza divina. Do grosseiro para o sutil, todas as cordas que amarram o Purusha na Prakriti são cortadas em partes. A partição dessas amarras realiza o Purusha que regozija a sua independência, Kaivalya Moksa. Esta é a meta do Raja Yoga.

Yama e Niyama purificam as ações individuais e as tornam Sáttvicas. Tamas e Rajas, os quais são os pilares do Samsara, são destruídos pela prática dos dez cânones do Yama e Niyama. A pureza interior é aumentada. A natureza individual, em si mesma, é tornada Sattvica. Os Asanas fornecem o controle individual por sobre os impulsos Rajásicos; e ao mesmo tempo, eles formam a fundação da grande estrutura do Antaranga Sadhana, ou o processo de Yoga interior. O Pranayama traz o aspirante face a face com o Princípio da vida.

O controle deste princípio vital dá a ele uma visão interna da sua força causal. Ele se torna consciente de que é o desejo que sustenta essa força vital. O desejo é a causa da externalização da mente. O desejo é a cama dos Vrittis. Os Vrittis juntos formam a mente, e é a mente que liga o Purusha com a Prakriti A mente, ou Chitta, é a sutil forma das manifestações da Prakriti Se a mente for extinta, os Vrittis são erradicados. Se os Vrittis são erradicados, os desejos são erradicados pela raiz. O Yogi rapidamente retira todos os raios da mente do impulso externo (Pratyahara). Para encontrar a raiz da mente, a semente do desejo, ele necessita iluminar toda a mente. E ao mesmo tempo, a prevenção da externalização da mente quebra o círculo vicioso, conforme o desejo é privado da sua manifestação ativa. Este concentrado raio de luz é, então, diretamente direcionado à raiz da mente em si mesma (Dharana), e a mente para.

Agora que a consciência da qual assim teve um longo estado de influência exterior, recolhe-se em si mesma e flui de volta em sua origem – o Purusha interior, o  Dhyana. A ligação com a Prakriti se desfaz. O Purusha experimenta o transcendental estado de independência – Kaivalya – em Nirvikalpa Samadhi. Neste momento, a ignorância é destruída. O Purusha realiza, deste modo, unicamente a sua consciência, até que entregue a Prakriti o poder para deixá-lo satisfeito, dando a ele alegria, iludindo-o, e amarrando-o. Ele regozija a felicidade da sua natureza particular, também ficando para sempre independente e feliz. Todos os pensamentos cessam, de uma vez por todas, em Nirvikalpa Samadhi. As sementes do desejo, Vasanas e Samskaras são destruídas na totalidade; isto é Nirbija Samadhi.

O Yogi, neste supremo estado, perde a consciência externa, todo e qualquer tipo de dualidade e multiplicidade, ele perde até mesmo a idéia de Eu (Asmita) no Asamprajnata Samadhi. Este é o supremo estado onde o Ser (Purusha) é estabelecido no Seu particular Svarupa.

Não imagine que você é um Uttama Adhikari e que você tem unicamente que sentar em meditação e que logo irá entrar em Samadhi. Você terá uma queda terrível se pensar assim. Mesmo após anos de prática, você pensará não ter progredido uma polegada adiante, porque na profundidade se escondem desejos e paixões; perversos Vrittis, os quais estão muito além do seu alcance.

Seja humilde. Faça uma profunda análise do seu coração e mente. Mesmo se você for um aspirante de primeira classe, pense que você é um aspirante de classe mais baixa, e pratique as oito partes da Sadhana que são prescritas pelo Raja Yoga. Quanto mais tempo você passar nos primeiros dois passos, a saber, Yamas e Niyamas, uma menor quantidade de tempo será necessária para alcançar a perfeição na meditação.

Esta é uma preparação que requer longa dedicação. Mas não espere por perfeição em Yamas e Niyamas, para fazer as práticas elevadas de Asanas, Pranayamas e meditação. Tente estabelecer-se em Yama e Niyama, e do mesmo modo em Asana, Pranayama e meditação o máximo que você possa. Ambos devem ser feitos de mãos dadas. Então o sucesso virá rápido. Você em breve irá entrar em Nirvikalpa Samadhi e alcançará Kaivalya Moksha, que é o estado supremo que ninguém pode descrever e nenhuma palavra pode contar. Pratique, ó destemido aspirante, e realize isto por si mesmo.

Que você brilhe como um Yogi neste seu nascimento!

Om tat sat

RAJA YOGA 6 – Três Classes de Aspirantes

RAJA YOGA – Três Classes de Aspirantes

SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA

6. Três classes de aspirantes

O Raja Yoga é a rota real para a libertação da miséria. Ele discorre sobre os quatro grandes princípios (falados no item anterior), sobre a miséria como a causa do sofrimento, e liberdade da miséria e os meios para isso. A prática dos métodos prescritos no Raja Yoga conduzem á cessação de todas as misérias e o alcançar da eterna bem-aventurança. Pratique-a desde hoje. Nunca falhe um dia.

Lembre-se: cada dia traz a você mais perto do fim da existência terrena como ser humano. Você gasta muitos dias, muitos meses e muitos anos longe da auto-realização. Você não percebe isso por ter bebido o licor de Moha. Portanto, você não irá entender ou deduzir a causa real das misérias nesta vida terrena.

A causa da miséria é Avidhya. Quando o sol da discriminação (do discernimento do real e do irreal), desperta dentro do Yogi, o Purusha se realiza, como sendo distinto da Prakriti; ele é independente e não afetado por ela. O Raja-Yoga fornece a você o mais prático método deste elevado estado.

De acordo com o Raja Yoga, há três tipos de aspirantes, a saber: Uttama, Madhyama e Adhama Adhikais. Para essas três classes de aspirantes, o Raja Yoga prescreve três tipos de Sadhana (prática espiritual). Para o Uttama Adhikai (classe do aspirante), o Raja Yoga prescreve Abhyasa e Vairagya. O devoto deve praticar meditação no Ser, e praticar Chita-Vritti-Nirodha (refreamento das variações da mente material), e em breve entrará em Samadhi. Esta é a prática (Abhyasa) carregada por Vairagya.

Para o Madhyama Adhikai (o aspirante médio), o Raja Yoga prescreve o Kriya-Yoga – Tapas, Svadhyaya e Ishvarapranidhana. Tapas é a austeridade. Diminuição do ego através do serviço desmotivado egoisticamente são as grandes formas de Tapas. Humildade e desapego pelos desejos são as grandes formas da austeridade. Pratique isso pelo serviço incessantemente, infatigável, e privado de egoísmo.

Pratique os três tipos de Tapas mencionados na Bhagavad-Gita. Disciplinar-se em práticas como o jejum, etc., também pertencem a Tapas. Svadhyaya é o estudo da literatura espiritual, e também a prática do Japa com o seu Ishta Mantra. Ishvarapranidhana é a auto-rendição ao Senhor fazendo todas as ações como Ishvararpana, como uma oferta para o Senhor. Dessas três formas de Sadhanas, o Madhuama Adhikai que entrar em profunda meditação muito em breve obterá Kaivalya Moksha. Para o Adhama Adhikai, o mais iniciante dos tipos de aspirante, o Raja Yoga prescreve o Ashtanga-Yoga, ou o Yoga de oito partes a saber: Yama, Niyama, Asana, Pranayama, Pratyahara, Dharana, Dhyana e Samadhi.

Om tat sat

RAJA YOGA 5 – Obstáculos na Meditação

RAJA YOGA – Obstáculos na Meditação

SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA

5. Obstáculos na Meditação

Há vários obstáculos para a meditação. O Vedanta descreve os obstáculos como sendo: Laya, Vikshepa, Kashaya e Rasasvada. Patañjali disse: “doença, embotamento, dúvida, desatenção, preguiça, tendência mundana, ilusão, não entender o ponto, e instabilidade, são os obstáculos no Yoga”. Tristeza, melancolia, instabilidade do corpo, inalação e exalação são os principais auxiliares desses obstáculos. Você deverá remover todos esses obstáculos.

Durante a meditação, se o sono tentar dominá-lo, levante-se, coloque água fria no rosto, pratique um pouco de Asanas e Pranayama. O sono irá embora. Outra prática antiga é, para aqueles que possuem uma Sika ou “choti” (um pequeno tufo de cabelo por detrás da cabeça), amarre-a com uma corda num prego preso a um muro; se cochilar durante a meditação, isso irá puxar e despertá-lo.

Coma alimentos leves à noite. Abhyasa e Vairagya são os melhores meios contra esses obstáculos. Vairagya não é fugir do mundo. Vairagya é um estado mental. Analise seus pensamentos. Examine seus motivos. Abandone os objetos que a sua mente mais gosta, e deixe-os por algum tempo. Quando o desejo deles desaparecer, então você pode tê-los, como um mestre.

Om tat sat

RAJA YOGA 4 – Aflições

RAJA YOGA – Aflições

SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA

4. Aflições

Os cinco tipos de aflições são: Avidya (ignorância), Asmita (egoísmo), Raga (atração), Dvesha (aversão) e Abhinivesha (apego à vida mundana). O Samadhi destrói tudo isso. Raga e Dvesha possuem cinco estados: Udara (manifestação plena), Vicchinna (encoberto), Tanu (diminuído fora), Prasupta (adormecido) e Dagdha (queimado). No modo mundano, as pessoas que se afundam no materialismo, Raga e Dvesha assumem um Udara Avantha; ele é um estado expandido, isto é, ele possui uma plena e desenrolada diversão. Vicchinna Avastha é o estado em que Raga e Dvesha estão encobertos. O marido e a esposa algumas vezes brigam; então, temporariamente, o amor deles fica encoberto. Novamente ela sorri, então o amor vem de volta. Isto é Vicchinna Avastha.

Algumas pessoas fazem um pouco de Pranayama, Kirtan e Japa. Desse modo, Raga e Dvesha tornam-se um pouco diminuídos (Tanu Avashtha). Algumas vezes, por conta de uma condição inadequada, eles caem adormecidos (Prasupta Avastha. No Samadhi, eles são queimados, Dagdha. Raga e Dvesha constituem o Samsara. Eles constituem a mente. A mente é a força que não tem entidade real, mas parece ter para o tempo existencial, e ilude as Jivas (almas individuais). Isto é superior ao Prana, Isto é superior à matéria.

Mas, por sobre a mente há a discriminação. A discriminação pode controlar a mente; inquira dentro da sua real natureza, ou Atma-Vichara, podendo controlar a mente. Se você destrói Raga-Dvesha, através da meditação e do Samadhi, a mente será aniquilada. Você deverá se esforçar diariamente na prática da concentração, mesmo que por cinco ou dez minutos; então você ficará apto para controlar a mente e penetrar no Samadhi.

Om tat sat

RAJA YOGA 3 – Estados da Mente

RAJA YOGA – Estados da mente

SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA

3. Estados da mente

O Raja Yoga se ocupa, principalmente, com a mente, suas modificações e seu controle. Há cinco estados da mente: Kshipa, Mudha, Vikshipta, Ekagra e Nirudha. Habitualmente a mente foge em várias direções; seus raios são espalhados. Este é o estado Kshipa. Às vezes, ela é abnegada, cheia de tolices (Mudha). Quando você tenta se concentrar, a mente aparenta concentração, mas muitas vezes está atrapalhada, isto é Vikshipta. Mas com a prolongada e repetida prática de concentração, repetindo-se o Nome do Senhor, ela se torna direcionada a um ponto. Isso se chama estado de Ekagra. Mais tarde, a mente é completamente controlada (Nirudha). Ela realmente se dissolve no Supremo Purusha, quando você alcança o Asamprajñata Samadhi.

Para ter paz da mente, você terá que cultivar grandes virtudes: Maiti, Karuna, Mudita, e Upeksha. Maitri (amizade; conforto); você se dirige com igualdade. Você terá Karuna (compaixão), por todos que estão angustiados. Você terá Mudita (complacência), com aqueles que são superiores a você. A complacência irá destruir a inveja. Todos serão seus irmãos. Se um homem está colocado numa posição melhor, sinta felicidade por ele. Quando você ficar do lado de uma pessoa malvada, fique indiferente a ela. Isso é Upeksha (indiferença). Por esses métodos, você irá alcançar a paz da mente.

Om tat sat

RAJA YOGA 2 – Os Yoga Sutras de Patañjali

RAJA YOGA – Os Yoga-sutras de Patañjali

SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA

2. Os Yoga-sutras de Patañjali

O Raja Yoga é o rei dos Yogas. Ele se ocupa diretamente com a mente. Neste Yoga não há luta com o Prana, ou o corpo físico. Nele não há Kriyas Hatha yóguicos. O Yogi senta-se descansadamente, vigia a sua mente e silencia o borbulhar da mente. Ele tranqüiliza a mente, moderando as ondas mentais e entra no estado impensado, ou no Asamprajñata Samadhi. Aí está o nome Raja Yoga. Apesar do Raja-Yoga ser uma filosofia dualista e discorrer sobre Prakriti e Purusha, ele eventualmente apóia o estudante na Realização da unidade Advaita. De qualquer forma, há a menção do Purusha; no final das contas, o Purusha torna-se idêntico com o Ser Supremo (Purusha), ou Brahman, ou ainda, Upaninashads. Raja-Yoga impulsiona o estudante para o mais alto degrau na escada espiritual da realização Advaitica de Brahman.

O sistema de Yoga de Patañjali é escrito em Sutras. Uma “Sutra” é um verso sintetizado. É como um dito aforismo. Ele está impregnado com um profundo significado escondido. Os Rishis do passado distante expressaram suas idéias filosóficas através da realização, somente na forma de Sutras. É por isso muito difícil de entender o significado dos Sutras sem o auxílio de um comentário, a observação de um professor que é bem versado em Yoga. Um Yogi com plena realização pode explicar os Sutras belamente. Literalmente, Sutra significa uma corda. Assim como vários tipos de flores, com diferentes cores, são belamente arranjadas numa corda, para fazer uma guirlanda, e assim como as pérolas são belamente arrumadas num cordão formando um colar, assim, também, as idéias Yóguicas estão bem organizadas em Sutras. Eles estão organizados em Capítulos.

O primeiro capítulo dos Yoga Sutras de Patañjali é chamado Samadhi-pada (caminho para o Samadhi). Ele trata dos diferentes tipos de Samadhi. Ele contém 51 Sutras: obstáculos da meditação; cinco tipos de Vrittis e os seus controles; três tipos de Vairagya; natureza de Ishvara, e vários métodos para entrar em Samadhi, e a via para adquirir paz na mente pelo desenvolvimento das virtudes são ali descritos.

O Segundo capítulo é chamado de Sadhana-pada. Ele contém 55 Sutras. Discorre sobre Kriya Yoga, a saber: Tapas, estudo e auto-rendição a Deus; os cinco Kleshas ou aflições, o método para destruir estas aflições mantendo-se no caminho do Samadhi, Yama e Niyama e seus frutos; prática de asana e seus benefícios; Pratyahara e suas vantagens, etc.

O terceiro capítulo é chamado Vibhuti-pada. Ele contém 56 Sutras. Ele discorre sobre Dharana, Dhyana e vários tipos de Samyama sobre os objetos externos, mente e os Chakras internos, e sobre vários objetos para adquirir diferentes Sidhis.

O quarto capítulo é chamado Kaivalya-pada, ou independência. Ele contém 34 Sutras. Ele discorre sobre independência na plenitude; sobre o Yogi que possui perfeita diferenciação entre a Prakriti e o Purusha, e que há diferenciado a si mesmo das três Gunas. Ele também trata da mente e sua natureza. O Dharmamegha Samadhi é também descrito aqui. Para o Ser Supremo, Ishvarapranidhana. Esta é a hipótese do Yoga, em adição a sua exortação que brota do esforço (Sadhana-Marga – caminho do Sadhana).

Om tat sat

RAJA YOGA 1– A Filosofia do Yoga

RAJA YOGA – A Filosofia do Yoga

SWAMI SIVANANDA

© Tradução para o Português de
Swami Krishnapriyananda Saraswati
SANATANA DHARMA BRASIL
GITA ASHRAMA

1. A Filosofia do Yoga

É dito que o proponente oiginal do Yoga clássico foi Hiranyagarbha em Si mesmo. E foi Patañjali Maharaj que formulou a sua ciência dentro de um sistema definido, sob o nome de Ashtanga Yoga ou Raja-Yoga. Esta é uma forma do Shad-Darshanas ou sistema clássico de filosofia. Vyasa explicou os aforismos originais dos Yoga-sutras de Patañjali, e isso foi favorecido pela elaboração, através do acrescentar de notas, por um hábil autor chamado Vachaspati Mishra, e pelos célebres escritos de Vijñana Bhikshu.

O Yoga, em fidelidade ao Sankhya, sustenta que há uma eterna, inerte e onipresente Prakriti, e pluralidade de uma onipresente consciência Purusha. O Yoga aceita um terceiro pincípio a saber: Ishvara. O contato do Purusha com a Prakriti faz com que esta se desenvolva em si mesma, dentro de seus vários efeitos. O Purusha, devido ao Aviveka (não-discriminação), experimenta, desse modo, como individual, por causa da sua identificação com a Prakriti, e suas modificações.

O Yoga, em si mesmo, ocupa-se com o método da liberação do Purusha do seu cativeiro, através do correto esforço. Yoga é, assim, mais uma via prática para a realização do que um passeio filosófico dentro do reino do espírito. Como um Darshana, ele é Sa-Ishvara Sankhya, isto é, confirma os vinte e cinco Tattvas do Sankhya e adiciona ainda mais Ishvara. Isso assim feito, o Yoga realiza suas características particulares do ser num sistema totalmente prático do Sadhana. Quando está encoberto pelo véu da ignorância (Aviveka), o Purusha imagina que ele é imperfeito, incompleto, e que a sua realização pode ser feita somente com a sua conjunção com a Prakriti O Purusha, então, assim dizendo, começa a contemplar a Prakriti; e na luz de sua consciência, a Prakriti inerte começa sua caleidoscópica mostra de objetos. O Purusha, devido a Prakriti-SamYoga, mostra desejo por divertir-se com esses objetos. Ele passa a atuar nas aparências. Ele parece segurar os objetos. A partir daqui, o cativeiro, apesar de não necessário para o Purusha, é completado, e o círculo vicioso continua. A transmigração do indivíduo é conseqüência do Aviveka e de seus efeitos. O Yoga, pelos seus processos científicos, corta estes três nós, um por um, e conduz ao Kaivalya Moksha, a realização do verdadeiro Purusha, independente da Prakriti e seu desenvolvimento.

Na profundidade de todos há uma fé permanente no Ser Supremo; alguém com o qual o Sadhaka pode erguer os olhos para ajuda e guia, para proteção e inspiração. Mas o ego não permite que isso aconteça; apenas o desatar do Purusha pode conduzir para sua liberação das armadilhas da Prakriti. Dificilmente o ego pode ser subjugado apenas pela análise subjetiva, mas ele é facilmente diferenciado, sendo o ego separado do Purusha, quando ele é voluntariamente oferecido como um sacrifício no altar da auto-rendição para o Ser Supremo, Ishvarapranidhana. Esta é a hipótese do Yoga, em adição a sua exortação que brota do esforço (Sadhana-Marga – caminho do Sadhana).

Om tat sat

Pesquisar
Compartilhe
Share |
Categorias
Caption 1 Caption 2 Caption 3 Caption 4 Caption 5 Caption 6 Caption 7 Caption 8 Caption 9 Caption 10 Caption 11
Rádio Hanuman

Here is the Music Player. You need to installl flash player to show this cool thing!

Contato
Endereço:
R.Comendador Araújo 652, Galeria San Pietro-Loja 12

Telefone:
(41) 8839-8345

E-mail:
contato@yogahanuman.com Mais informações: Clique aqui